Quando li o texto da Kassya na CDB, fiquei a refletir sobre a minha concepção de felicidade.Sou uma pessoa feliz, mas não sou feliz o tempo todo.Preciso fazer muita coisa que não me satisfaz para garantir os momentos em que me sinto plena.As tarefas rotineiras são momentos de felicidade ou de preparação para eles?Estes momentos me cansam, me estressam, mas me fazem feliz, não é?Então, como classificá-los?  
Precisamos estabelecer momentos certos para sermos felizes?
Qual é o momento certo, a hora certa para demonstrar felicidade?
Eu não tenho hora para ser feliz… Às vezes meu sorriso aparece nas situações mais improváveis, eu rio quando dou um fora com o chefe e tenho um ataque de nervos se o leite derrama.

Raramente acordo feliz e no cinema, rio na hora errada, quando todos ainda estão calados...
Perdi a vontade de me aprofundar no assunto.Hoje é sábado, dia de lazer, descanso, de passar o dia com as pessoas que amo, de blogar sem pressa, não quero gastar estes momentos raros e leves com divagações que podem beirar a filosofia.Deixo esta tarefa para a Kassya e para todos que com certeza, podem fazer melhor que eu.
É fim de semana.Tempo de lazer, tempo de sorrir, tempo de amar e partilhar.
Porque a vida não é só o que fazemos, mas também o que dizemos, pensamos e sentimos.
Muitos sorrisos para todos!

 

 



- Postado por: Cleidoca às 09h31
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                                         Falando em política....

 

Quando eu tinha 15 anos, um professor de História achou um absurdo nunca termos assistido a uma sessão e nem mesmo conhecermos a Câmara dos Deputados.Colocou-nos em um ônibus e lá fomos nós conhecer o local onde, segundo ele, “as grandes decisões que norteiam o rumo de nossas vidas são tomadas”.

Sentamos nas cadeiras superiores e ficamos esperando alguma coisa acontecer.Um deputado que eu não conhecia e nem me interessei em conhecer, discursava de forma inflamada enquanto os outros liam, riam e conversavam.Era bem parecido com nossa sala de aula, menos no fato de haver tão poucos deputados presentes em um dia de semana.

Um guia nos levou para conhecer tudo e depois paramos no Café da Câmara. Tomamos  Lanjal e então nos serviram  café  em xícaras brancas e grossas, com uma colherinha dentro e nenhum açúcar a nossa disposição.A Marta, que sempre foi a mais dinâmica, viu um deputado  saindo com um açucareiro, foi atrás e colocou açúcar em nossas xícaras, devolvendo-lhe em seguida.Nenhum de nós deu maior  importância a esse fato.

Ficamos lá conversando um pouco, olhando para aqueles senhores austeros que sorriam brevemente e se cumprimentavam com um tapinha nas costas.Eu intimamente senti um pouco de vergonha, pois não reconhecia nenhum deles.Devia saber quem eles eram, afinal, estavam na televisão, jornais e revistas, decidindo como resolver a hiper-inflação ou qualquer outra coisa que não germinava em minha cabeça adolescente, mais preocupada em inventar a cura definitiva para os cravos e espinhas.

O professor nos chamou para ir lá fora, dizendo que veríamos “o mais belo pôr do sol do mundo, presente ímpar de Deus para Brasília”.Ele era um ufanista, sem dúvida, mas naquele tempo nós nem conhecíamos essa palavra. Nos levantamos para sair quando um sujeito de terno preto veio correndo e saiu contando as colherinhas, ameaçando não nos deixar ir embora se alguém tivesse pegado alguma. Explicou que não sei quantas colherinhas eram furtadas todos os dias, pois as pessoas adoravam levá-las como souvenir.Felizmente estavam todas lá e nós saímos sem maiores problemas.

Creio que naquele dia nada foi decidido, o país continuou exatamente como estava e  ninguém encontrou a solução para a hiper-inflação, nem para as super espinhas. Acho que a única pessoa que estava refletindo sobre algo era a Marta, que ao sair do prédio comentou:

- Será que o ladrão das colherinhas era aquele deputado que afanou o açucareiro?

Podíamos não entender nada de política, mas naquele momento, nós, que nem eleitores éramos, aprendemos uma grande lição sobre os políticos!

 

 

 



- Postado por: Cleidoca às 13h21
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Segunda feira cansativa, mais um dia muito seco em Brasília.

Há um silencio misterioso insinuando-se por entre as folhas paradas e mortas.Nenhuma brisa, nenhum som de pássaro.

Piscar os olhos dói.Engolir dói, mexer qualquer músculo dói.Até pensar muito dói.

Infelizmente não podemos parar quando o corpo pede, por mais lógico que isto seja.

Precisamos trabalhar, pegar engarrafamento, olhar para o horizonte vermelho de poeira e sonhar com a primavera.

Os ipês já floresceram e me olham sorrindo.Eles são fortes como os cactos, sem sua aparência rude.Eles são suaves e belos e pelas avenidas exibem suas flores roxas e amarelas como se nenhuma intempérie da natureza pudessem atingi-los.São mais nobres que os cactos, pois encaram a aridez sem nenhum espinho, nenhuma casca grossa os protege, contam apenas com suas raízes escondidas no segredo da terra seca.São  fortes porém delicados.Encaram o pior que a natureza lhes oferece e em troca doam a mais pura beleza da flor.

Conheço pessoas assim!

 



- Postado por: Cleidoca às 19h29
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