Café pensadinho...
Alguém comentou que eu pareço passar os dias em casa fazendo bolinhos...Infelizmente não é verdade. Eu trabalho e muito, 8 horas por dia, 40 horas por semana.Mas devo confessar que uma dona de casa mora em mim.Eu adoro cozinhar, juntar os amigos, encher a casa de gente.Se eu pudesse viveria em um sítio longe da cidade, em meio a plantas e bichos, reunindo os amigos todo sábado para uma feijoada...Ao contrário moro em Brasília, em meio ao concreto aparente, em um apartamento moderno e funcional.
Meu trabalho me cansa, sinto saudades dos filhos, do lar, do marido que também trabalha muito, mas também me dá grande satisfação.Acho que esta é a grande jogada: chegar ao fim do dia e ver que se deu conta do lar, do trabalho e de cuidar de si mesma.Não seria feliz se ficasse em casa o tempo todo, ou se não tivesse um lar aconchegante para voltar depois do trabalho.
Talvez seja este o meu caminho quando me aposentar, um sitio próximo daqui, com uma varanda enorme, para receber os amigos a família, ler Cora Coralina, Adélia Prado, Drumonnd...e é claro comer bolinhos com café!
Obrigado aos que que vieram me visitar e deixaram comentários.
Amei! Retribuí a visita a todos que deixaram endereço (Micaelly,
não consegui acessar o teu...)
Este café com bolinho é pra vocês:

Sejam sempre bem vindos!
Café com paixão...

Nada melhor que um poema (quase prosa) da Adélia Prado.Ela consegue captar nas pequenas coisas do cotidiano a plenitude da existência, do amor pé no chão,da paixão sem mitos:
Há mulheres que dizem:
Meu marido, se quiser pescar, que pesque,
Mas que limpe os peixes.
Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,
Ajudo a escamar, abrir, retalhar, e salgar.
É tão bom, só a gente sozinho na cozinha,
De vez em quando os cotovelos se esbarram,
Ele fala coisas como “este foi difícil”,
“Prateou no ar dando rabanadas”
E faz o gesto com a mão.
O silêncio de como nos vimos a primeira vez
Atravessa a cozinha com um rio profundo.
Por fim, os peixes na travessa, vamos dormir.
Coisas prateadas espocam:
Somos noivo e noiva.

Café com Adélia Prado...

FATAL
Os moços tão bonitos me doem,
impertinentes como limões novos.
Eu pareço uma atriz em decadência,
mas, como sei disso, o que sou
é uma mulher com um radar poderoso.
Por isso, quando eles não me vêem
como se dissessem: acomoda-te no teu galho,
eu penso: bonitos como potros. Não me servem.
Vou esperar que ganhem indecisão. E espero.
Quando cuidam que não,
estão todos no meu bolso.
Sobre a intuição...

“O acaso vai me proteger
enquanto eu andar distraído...”
Eu acredito na intuição.Acredito que existe algo que tem vários nomes, mas que são todos a mesma coisa.Você pode chamar de anjo da guarda, guia espiritual...Não sei.O certo é que às vezes erramos uma entrada e dirigimos por outro caminho que nos leva ao melhor lugar.Foi assim em toda a minha vida.Foi desta forma que escolhi a faculdade, a profissão e até o marido.
Hoje eu saí correndo do trabalho para preparar a festa de aniversário da minha filha.Errei a entrada que me levaria à loja de artigos para festa e fui parar em uma outra rua.Vi um, cartaz de uma loja que eu não conhecia e decidi dar uma parada para ver qual era.Não é foi muito bom?Eu que pretendia fazer tudo, que ia ter o maior trabalho com decoração, encomenda de bolo, doce e salgados, acabei dando de cara com um lugar que fazia tudo e por um preço superem conta.Não vou precisar me preocupar nem com os convites.Vai ter uma mesa linda, animaizinhos feitos de balão e até uma máquina de bolinhas de sabão!Por mais habilidosa que eu fosse jamais poderia fazer tudo isto e nunca gastaria tão pouco.
Eu saí de lá pensando que alguma força sempre me leva para o lugar que devo ir e que mesmo sem decidir as coisas racionalmente eu geralmente acerto!
Entrei no carro cantarolando esta canção dos Titãs e me senti feliz.Olhei para o cerrado (moro em Brasília) e vi que a seca já dá seus sinais.Logo haverá queimada, baixa umidade do ar... Mas tudo bem.Gosto da rudeza do cerrado. As árvores duras, resistentes que enfrentam as mais adversas condições e sobrevivem. É justamente quando o clima está pior que a mais bela delas floresce: o ipê.
Acho que eu também sou um fruto do cerrado que ignora a lógica e simplesmente segue ao sabor da intuição. Não ligo muito para o que dizem que é o melhor.Sempre acredito no que sinto e acerto.
Vou te contar um segredo: em pleno mês de agosto, quando a seca e o calor estão a pino eu ando pela reserva ecológica em meio às plantas secas e ouço vozes...


As pessoas especiais são aquelas que...
têm a habilidade de dividir suas vidas com os outros.
Elas são honestas na palavra e nas atitudes,
são sinceras e compassivas,
e sempre dão por certo que o amor é parte de tudo.
As pessoas especiais são aquelas que...
têm habilidades para doar aos outros,
e de ajudá-los com as mudanças que surgem em seus caminhos.
Elas não têm medo de ser vulneráveis,
e têm orgulho em ser quem são.
As pessoas especiais são aquelas que...
gostam de estar próximo aos outros
e se importam com a felicidade deles.
Elas vieram para entender que
O Amor é o Que Faz a Diferença na Vida.
(Desconheço o autor)

café com chocolate.....
Adoro bolo de chocolate! Tenho mil receitas mas geralmente invento uns improvisos e fica divino!
Tenho uma boa dica pra você que ama chocolate, como eu:A Dr. Oetker lançou uma mistura para bolo com cobertura e recheio que é deliciosa.
A massa fica úmida e bem escura, muito ao gosto dos chocólatras.Não perca tempo recheando.jogue tudo por cima,decore com cerejas e chantilly que ficará fantástico!
cafezinho português....
O Meu Olhar
O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de, vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Fernando Pessoa
Cante comigo!

(Billy Blanco)
Mocinho bonito
Perfeito improviso do falso grã-fino
No corpo é atleta
No crânio é menino
Que além do ABC
Nada mais aprendeu
Queimado de sol
Cabelo assanhado
Com muito cuidado
Na pinta de conde
Se esconde um coitado
Um pobre farsante que a sorte esqueceu
Contando vantagem
Que vive de renda
E mora em palácio
Procura esquecer um barraco no Estácio
Lugar de origem que há pouco deixou
Mocinho bonito
Que é falso malandro de Copacabana
O mais que consegue é um vintão por semana
A mana do peito nunca lhe negou...
Adoro Mário Prata!
As unhas, como todo homo sapiens sabe, vêm das garras de nossos avós macacos. Parece-me que foi o que restou, além do cóccix, também conhecido como uropígio ou sobrecu (sem acento, pois o assento é mais abaixo).
Foram-se os anéis e ficaram as unhas. E qual é a função da unha hoje em dia? O corte. Só existem – como os cabelos – para serem cortadas. As moças, além de cortar, pintam, colorem e posam.
Cortar a unha requer certo engenho e alguma arte. Não me lembro da primeira vez que cortei a unha sozinho. Mas devo ter feito algum estrago. Não existia o trim e foi na tesourinha mesmo. Creio ter me dado muito mal, pois passei a roer até já ter uns trinta anos de idade quando alguém me disse que roer unha significava insatisfação sexual. Parei imediatamente, o que não fez minha performance sexual melhorar, mas deu-me o trabalho de ter que cortá-la algumas vezes por mês.
Eu tenho uma amiga (já avó) que rói até hoje. Das m]ãos e dos pés. A dos pé, com o passar dos anos e dos quilos, passou a ficar difícil. O que fez ela? Cortava com a tesourinha e armazenava numa bela caixinha de prata, revestida internamente por reluzente veludo grená. Dava vontade, ela ia à caixinha. E ai de quem mexesse naquilo.
Mineiro e macho, nunca fiz as unhas dos pés. Até que um dia, num spa, uma bichinha saiu da pedóloga (este nome, sei não) com os pés perfeitos e orgulhosos de si mesmo. Dei uma olhada e o pé da bicha estava mesmo muito interessante.
No cair da tarde, ninguém vendo, preparei a cabeça e fui lá e fiz o pé. Adorei. A pedóloga (este nome excita) perguntou se eu não queria fazer as mãos. Aí seria demais para a minha virilidade.
Mas agora morando numa ilha – e como ninguém me conhece – resolvi fazer as unhas das mãos. Mas sem pintar. Coisa simples, rápida. Sabe que ficou legal? Me senti meio viado só uns dez minutos. Jurei que seria aquela a única vez. Mas elas estão crescendo e eu estou titubeando.
Tudo culpa dos macacos.
Em compensação o meu cóccix ninguém tasca. Um negócio que também se chama sobrecu é para ser tratado com um certo respeito. Os macacos que me perdoem. Sou um homo sapiens.
Afinal, a mesma língua que nos chama de homo sapiens, sentencia:
- Homo est animal bipes ratiomale.
Ou seja, o homem é um animal bípede dotado de razão.
Ou ainda:
- Te hominem esse memento!
Lembra-te que és homem!

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Meu perfil BRASIL, Centro-Oeste, BRASILIA, Mulher, de 26 a 35 anos, Arte e cultura, Casa e jardim, gosto dos pequenos detalhes do dia a dia |
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